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Estatal russa tem interesse na licitação da Ferrovia Norte-Sul

Economia Comentários 26 de outubro de 2017

Grupo RDZ quer discutir mais sobre o interesse de trazer investimentos para este modal logístico


O presidente da Associação Comercial e Industrial de Anápolis, Anastácios Apostolos Dagios, informou que na última quarta-feira, 25, durante reunião do Conselho de Infraestrutura da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Coinfra/FIEG), representantes da estatal russa RDZ, afirmaram interesse da mesma em partiucipar do processo de licitação para operação da Ferrovia Norte-Sul. A empresa, especializada em logística ferroviária, administra cerca de 85 mil quilômetros de trilhos na Rússia.
Está sendo agendado um encontro em Anápolis para que a questão seja mais bem detalhada. Esta notícia trouxe um alento, já que a ferrovia é um projeto que se arrasta há quase 30 anos e consmumiu um volume muito grande de investimentos. “Temos que fazer com que esta ferrovia fique operacional e, para isso, é preciso de parceiros que tenham dinheiro”, pontuou o Presidente da ACIA. Ele disse que a FIEG pretende reunir os sindicatos das indústrias, no intuito de elaborar sugestões e levar ao Governo Federal, a fim de agilizar o processo para que a Ferrovia esteja operacional e possa, efetivamente, servir à economia de Goiás e do País.

construção
Na reunião, o debate girou em torno da construção civil. O convidado para o encontro com os empresários anapolinos foi o presidente da Câmara da Indústria da Construção (CIC/FIEG), Sarkis Curi. De acordo com ele, embora o País esteja passando por sua pior crise política, algumas reformas estruturais importantes estão ocorrendo, como a trabalhista e, dentro desta, a terceirização, que vão gerar impactos positivos no setor.
Sarkis acrescentou que se a Reforma Previdenciária for efetivada e se ocorrer, também, a simplificação tributária, a expectativa é de que haje um cenário bem melhor de crescimento para 2018, como já começa a se obervar com o recuo da inflação, a queda dos juros e o aumento na oferta de empregos.
Em contrapartida, este final de ano, para o setor da construção, não está sendo muito bom em função do aperto ao crédito, ou seja, o contingenciamento de recursos na área de habitação. Mas, ele observa que havendo uma retomada da economia, este cenário deve ser mudado. Admite que, por volta dos meses de fevereiro e março, haveria uma melhor oferta no crédito para moradias.
O presidente da ACIA, Anastácios Apostolos enfatizou que há uma preocupação no setor, porque o mesmo está sendo um dos últimos a reagir na crise. Mas, ponderou que em havendo uma recuperação, é um dos setores que dá respostas mais rápidas ao País, na questão da retomada econômica e geração de emprego e renda.

Autor(a): Claudius Brito

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